Etiqueta: Economia

  • Consumidores alemães já estão menos confiantes que no início da pandemia

    Depois de oito meses consecutivos de recuperação, a confiança dos consumidores alemães, medida pelo índice do clima de consumo da GfK, desceu para -25,4 pontos, contra os 24,4 pontos negativos registados no mês anterior. Um registo que atira este indicador para um nível abaixo do verificado na primavera de 2020, que coincidiu com o início da pandemia de Covid-19.

    “A atual evolução do sentimento dos consumidores indica que estão novamente mais inquietos. Isto reflete-se, entre outros pontos, no facto de a propensão para poupar ter aumentado novamente [cinco pontos] este mês”, assinala o especialista em consumo da GfK, Rolf Bürkl. “As taxas de inflação ainda elevadas, atualmente em torno dos 6%, estão a reduzir visivelmente o poder de compra das famílias e a impedir que o consumo privado dê o seu contributo positivo”, acrescenta, numa nota publicada esta quarta-feira.

    As perspetivas de rendimento dos consumidores também diminuem em 2,4 pontos, para -10,6 pontos. “As famílias assumem que terão de aceitar perdas de rendimento real este ano, tendo em conta a persistência de taxas de inflação elevadas, que provavelmente não serão totalmente compensadas por aumentos salariais acordados coletivamente”, explica a GfK nesta publicação.

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    O receio de um novo aumento dos preços inflação, por um lado, e do cenário de recessão na maior economia europeia, por outro, está a fazer cair o ânimo dos consumidores alemães. As expectativas em relação aos rendimentos e à economia, em particular, voltaram a diminuir recentemente, segundo o estudo da empresa de estudos de mercado GfK sobre o sentimento dos consumidores, realizado em junho. A inflação na Alemanha está, no entanto, a diminuir.

  • UE importou 7,1 mil milhões de brinquedos

    A União Europeia (UE) é líder na importação de brinquedos, com um total de 7,1 mil milhões de euros em compras a países não comunitários, em 2021. As exportações para fora da UE totalizaram cerca de um terço deste valor: 2,4 mil milhões.

    A China foi o maior fornecedor de brinquedos para a UE, representando 83% das importações de brinquedos em 2021, muito à frente do Vietname (4%) e do Reino Unido (2%). Cerca de um quinto das importações de brinquedos da UE foi para a Alemanha (19%). Os Países Baixos e França foram responsáveis por 17% e 11%, respetivamente.

    O principal destino das exportações não comunitárias, com mais de um quarto das exportações, foi o Reino Unido (27%), seguido da Suíça (12%) e dos Estados Unidos (11%). Em conjunto, estes países foram responsáveis por metade das exportações para fora da UE (em valor). Mais de metade dos brinquedos exportados da UE vieram da República Checa (34%), Alemanha (21%) e Bélgica (7%).

    Segurança dos brinquedos

    Em dezembro deste ano, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) informou que apreendeu 6.300 brinquedos, num valor estimado de 52 mil euros, na Operação Brinquedo Seguro. Foram fiscalizados cerca de 145 operadores económicos. A ASAE destacou como principais infrações “a falta de tradução em língua portuguesa com violação das regras relativas aos avisos informativos obrigatórios, incumprimento dos deveres dos distribuidores, violação das regras relativas à marcação CE, entre outras”.

    Recentemente, cientistas suecos relataram na revista “Journal of Hazardous Materials Advances” um estudo de 157 brinquedos de plástico usados e novos. Segundo o estudo, 84% dos brinquedos em segunda mão continham químicos nocivos, incluindo plastificantes de ftalatos e parafinas cloradas.

    Quase 30% dos brinquedos mais recentes, testados no estudo sueco, excederam os limites da Diretiva de Segurança dos Brinquedos da UE. Em relação a muitas substâncias novas ou adicionadas como substitutos, não há informação que determine quão perigosas podem ser.

    Os brinquedos mal fabricados proliferam online, por comerciantes sediados fora da UE. As autoridades aconselham a não os comprar. Também se aconselha cautela com brinquedos que apresentem o endereço de apenas um importador.

    Vários selos oferecem uma ajuda à tomada de decisões, embora existam apenas alguns deles específicos para o setor dos brinquedos. Um deles é a Declaração de Conformidade (DC), que garante que os requisitos legais relativos à segurança e substâncias nocivas são cumpridos, indicando a instituição responsável e o número do teste. No caso dos brinquedos de tecido, os consumidores também podem procurar etiquetas têxteis, como a GOTS (Global Organic Textile Standard) para orientação.

    A impressão da marca CE não é garantia de segurança de um brinquedo. É apenas uma auto declaração do fabricante para cumprir as leis europeias, sem testes independentes de terceiros. A data da certificação é também importante para todas as marcas. Certos plastificantes de ftalatos só foram restringidos nos brinquedos na UE em 2005. Brinquedos certificados antes dessa data não têm garantia de segurança.

    Limites rigorosos para a libertação de alumínio e formaldeído em brinquedos estão em vigor desde maio de 2021, e, a partir de dezembro deste ano, para a libertação do componente cancerígeno cor anilina.

    Existem cerca de 80 milhões de crianças menores de 14 anos na UE e cerca de duas mil empresas que empregam mais de 100 mil trabalhadores diretamente no setor dos brinquedos e jogos, a maioria das quais são pequenas e médias empresas (PME).

  • Supervisores consideram promoção da educação financeira nas escolas “pilar estratégico”

    A administradora do Banco de Portugal (BdP), Ana Paula Serra, na ocasião da Sessão Solene da Semana da Formação Financeira 2022, especialmente dedicada às escolas, sublinhou que as orientações estratégicas para o período de 2021-2025 incluem a transição digital, a sustentabilidade e a formação financeira.

    A administradora congratulou a inclusão da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) no Plano Nacional de Formação Financeira e destacou que a integração de conteúdos fiscais no Plano de Formação Financeira é essencial.

    No discurso da Sessão Solene da Semana da Literacia Financeira, Ana Paula Serra declarou que, “em boa hora o Plano assumiu a Promoção da Educação Financeira nas escolas como um pilar estratégico da sua atuação”. Disse ainda que “a colaboração com o Ministério da Educação tem sido essencial para que a educação financeira entre nas escolas”.

    Ana Paula Serra, que está de saída do Banco de Portugal, assinalou a importância de transmitir conhecimentos financeiros e desenvolver nas crianças e jovens as atitudes e comportamentos mais adequados “para os preparar para as decisões financeiras que irão tomar ao longo da vida”.

    Passados quase dez anos desde a publicação do Referencial de Educação Financeira, a administradora declarou que os Supervisores Financeiros e o Ministério da Educação sentiram a necessidade “de fazer uma revisão e atualização dos conteúdos”.

    Portugal tem vindo a adaptar a sua oferta digital financeira. Em relação aos criptoativos, a administradora refere que “existe, cada vez mais, uma apetência maior, em especial entre os mais jovens, por estes ativos, mas nem sempre existe um conhecimento devido dos riscos associados”.

    O BdP “está empenhado” e tem uma estratégia de literacia financeira digital integrada naquilo que é a estratégia de literacia financeira digital para Portugal, em conjunto com a OCDE, com o apoio financeiro da União Europeia.

    “Achamos que podemos contribuir para aumentar os níveis de literacia financeira digital na população, capacitar os cidadãos para a utilização segura de produtos e serviços financeiros digitais e tornar os consumidores mais resilientes e mais conscientes do impacto do comportamento na utilização desses serviços”, disse a administradora. “Por vezes nem nos apercebemos como somos conduzidos a determinadas decisões”, acrescentou.

    Ana Paula Serra informou que, com a primeira etapa do projeto de Formação Financeira concluída, está em desenvolvimento uma segunda fase, que envolveu a realização de um inquérito à população portuguesa sobre o conhecimento e a utilização dos canais digitais. A iniciativa consistiu em entrevistas porta-a-porta numa amostra de 1500 indivíduos.

    Terminámos este trabalho em setembro e estamos agora a analisar os resultados”, indicou, acrescentando que continuam “muito empenhados em alargar o impacto das iniciativas presenciais e digitais”.