O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) apresenta um pré-aviso de greve para 26, 28, 30 de maio e 1 e 3 de junho e exige igualdade de tratamento para a tripulação das bases portuguesas da easyJet.
Em comunicado, o sindicato afirma que a “easyJet continua a considerar os tripulantes das bases portuguesas trabalhadores menores, perpetuando a precarização e discriminação relativamente aos colegas de outros países”.
A greve irá abranger “todos os voos realizados pela easyJet” e os “demais serviços a que os tripulantes de cabine estão adstritos”, cujas “horas de apresentação ocorram em território nacional com início às 00:01 e fim às 24:00 de cada um dos dias” mencionados acima, lê-se no pré-aviso de greve.
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O clima de tensão e “longo impasse” na resolução dos diversos diferendos laborais são a justificação para a decisão. “Temos consciência mais uma vez do que este pré-aviso representa e não o fazemos de ânimo leve”, referem na nota, antes de acrescentar que o “SNPVAC continua disponível para negociar com a empresa de forma séria e de forma a ir de encontro às pretensões dos nossos associados”.
Em reação, a gestão da easyJet avançou ter ficado “extremamente desapontada” com a convocação de uma greve no fim de maio e início de junho pelos tripulantes de cabine, garantindo que a “proposta atual do sindicato é impraticável”.
“Estamos extremamente desapontados com a decisão do SNPVAC [Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil] de anunciar um novo aviso de greve, apesar de termos deixado clara a nossa disponibilidade para retomar um diálogo construtivo de forma a chegar a um acordo sustentável”, refere, em comunicado, a transportadora aérea.
“A proposta atual do sindicato é impraticável, especialmente tendo em conta que o que pagamos aos nossos trabalhadores está acima da média salarial nacional”, lê-se na nota.
Nesta quinta-feira, serão divulgados dados detalhados sobre a população europeia. O Eurostat lança o relatório Demografia da Europa, Edição 2023. Também o Instituto Nacional de Estatística (INE) revela as Estatísticas do Emprego, numa pesquisa que informa sobre a remuneração bruta mensal média por trabalhador em Portugal. O Conselho de Ministros define alterações à Lei do Tabaco. “Basicamente deixa de haver locais onde seja possível fumar”, disse a secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares. Diogo Lacerda Machado, antigo administrador não executivo da TAP, será ouvido na CPI. O Tribunal de Justiça da UE avalia as repercussões de cancelamento de voo devido à morte inesperada de piloto da TAP.
Eurostat divulga Demografia da Europa Edição 2023
Nesta quinta-feira, é divulgado o relatório anual Demografia da Europa, edição 2023, pelo Eurostat. Os dados mais recentes demonstravam que, embora o Brexit, a pandemia e o conflito na Ucrânia tenham tido impacto na população europeia, algumas tendências estão já a ser retomadas. Entre os desafios da região encontram-se o envelhecimento e declínio da população e a diminuição da população em idade ativa, bem como o aumento de disparidades territoriais.
INE revela as Estatísticas do Emprego em Portugal
Os últimos meses de 2022 traziam sinais de que o mercado de trabalho poderia estar num momento de mudança. No quarto trimestre a taxa de desemprego subiu para 6,5%, alcançando o nível mais elevado desde o segundo trimestre de 2021. Em 2022, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador foi de 1.411 euros, tendo aumentado 3,6% em termos nominais e diminuído 4,0% em termos reais.
Conselho de Ministros apresenta alterações à Lei do Tabaco
Caso a proposta de lei do Governo seja aprovada pela Assembleia da República, a venda de tabaco em máquinas automáticas será proibida em 2025 e ainda este ano será interdito fumar em espaços ao ar livre junto de edifícios públicos como escolas, faculdades ou hospitais. A proposta impede a venda de tabaco direta ou através de máquinas de venda automática em locais públicos como restaurantes, bares, salas e recintos de espetáculo, casinos, bingos, salas de jogos, feiras, exposições ou mesmo festivais de música. Prevê-se que as regras relativas ao fumo em espaços fechados de acesso ao público, sejam ainda mais apertadas.
Audição de Diogo Lacerda Machado
Diogo Lacerda Machado, antigo administrador não executivo da TAP, considera que os “contribuintes” foram os maiores beneficiários com a compra de 53 aviões, negociada por David Neeleman com a Airbus, já que o Estado recuperou o controlo de uma companhia que, em vez de 10 milhões, valia mil milhões. Nesta quinta-feira, será a audição na Comissão de Inquérito à TAP
Tribunal de Justiça da UE avalia caso de co-piloto da TAP
Na primeira terça-feira de maio, o Eurostat revela uma nova estimativa rápida de inflação da Zona Euro. O Instituto Nacional de Estatística (INE) publica as estimativas mensais de emprego e desemprego relativas a março de 2023. Benfica SAD arranca com a emissão de obrigações em até 40 milhões de euros. Sindicatos serão ouvidos no Parlamento, no contexto da Comissão Parlamentar de Inquérito à Tutela Política da Gestão da TAP. O Web Summit prossegue, no Rio de Janeiro, com a participação do secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz.
Eurostat divulga estimativa rápida sobre inflação na zona euro
O Instituto Nacional de Estatística (INE) lança a estimativa rápida referente à inflação na zona euro no mês de abril. O gabinete estatístico confirmou um abrandamento da inflação em março, para 6,9%.
Publicado novo relatório sobre desemprego em Portugal
O Instituto Nacional de Estatística (INE) avança novo relatório de estimativa mensal de emprego e desemprego. Segundo o INE, em fevereiro de 2023, a taxa de desemprego em Portugal desceu para 6,8% e a taxa de subutilização do trabalho para 12,0%. Em janeiro de 2023, a população ativa aumentou em relação a dezembro de 2022 (0,9%), a outubro (1,2%) e a janeiro do mesmo ano (1,6%).
Benfica SAD arranca emissão de obrigações
O Benfica anunciou a emissão de obrigações ‘Benfica SAD 2023-2026’ no valor de até 40 milhões de euros. A oferta pública tem o valor nominal de 5 euros e taxa de juro fixa de 5,75% ao ano. A subscrição pode ser efetuada entre 2 e 12 de maio de 2023. Segundo a organização, os recursos obtidos serão utilizados para financiar as atividades correntes da Benfica SAD.
Audição de Sindicatos na CPI À TAP
Sindicatos serão ouvidos na AR no contexto da Comissão Parlamentar de Inquérito à Tutela Política da Gestão da TAP. A comissão incidirá em particular entre 2020 e 2022. O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes de Portugal (STTAMP); o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA); o Sindicato dos Engenheiros, Engenheiros Técnicos e Arquitetos (SNEET); o Sindicato dos Quadros da Aviação Comercial (SQAC) e o Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA) serão ouvidos. As organizações terão a oportunidade de apresentar suas perspetivas e preocupações sobre o assunto.
Web Summit prossegue no Rio
O evento mundial da indústria tecnológica reúne pessoas e empresas no Rio de Janeiro até 4 de maio. O secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, participa como orador convidado no painel “O que está a mudar na internacionalização”, sobre estratégias de internacionalização para 2023.
O relatório World Property and Casualty Insurance Report, elaborado pela empresa Capgemini, e publicado em colaboração com a fintech Qorus, revela um futuro em que as seguradoras terão de evoluir das ofertas tradicionais de seguro automóvel para a “proteção da mobilidade”, à medida que consumidores urbanos adotam novas soluções de mobilidade, que incluem opções multimodais autónomas, conectadas, elétricas e partilhadas (ACES).
“Para fazer uma transição bem-sucedida para esta nova era de mobilidade, as seguradoras precisam de alavancar a sua experiência em gestão de riscos e fazer parcerias com especialistas como InsurTechs e BigTechs no ecossistema para proteção em toda a jornada de consumidor”, afirma Kiran Boosam, líder global do setor dos seguros da Capgemini.
De acordo com o relatório, os consumidores e os reguladores estão orientados para a sustentabilidade, uma vez que os tomadores de seguros em todo o mundo indicam um interesse acrescido em veículos conectados e movidos a energias alternativas (66%) e a veículos autónomos (49%).
Embora os consumidores não estejam dispostos a substituir os seus veículos pessoais a curto prazo, existe um desejo crescente de aproveitar novas opções de mobilidade. O estudo demonstra que a adoção de micro-mobilidade, veículos partilhados e soluções de transporte multimodais entre os clientes urbanos duplicará dos atuais 29% para 58% em 2025. O relatório conclui ainda que esta mudança de comportamento dos clientes deverá fazer com que os prémios para os veículos ACES aumentem oito vezes, passando de 70 mil milhões de dólares para 570 mil milhões de dólares até 2030.
O relatório afirma que, à luz desta revolução da mobilidade, as seguradoras enfrentam desafios significativos para cobrir deslocações. Cerca de 63% das seguradoras estão preocupadas com a adequação das suas capacidades tecnológicas e 45% com a evolução das expectativas dos clientes.
Kiran Boosam, líder global do setor dos seguros da Capgemini, afirma: “o setor da mobilidade está à beira de uma transformação significativa. Para fazer uma transição bem-sucedida para esta nova era de mobilidade, as seguradoras precisam de alavancar a sua experiência em gestão de riscos e fazer parcerias com especialistas como InsurTechs e BigTechs no ecossistema para proteção em toda a jornada de consumidor. As organizações que testem propostas de valor de mobilidade de alto potencial e dimensionam soluções de mobilidade por meio de plataformas de seguro conectadas se posicionarão para relevância e crescimento sustentados”.
Modelos de negócio inovadores
Esta nova vaga de mobilidade exigirá que os transportadores deixem de segurar os ativos e passem a proteger as viagens de mobilidade, o que cria novos modelos de negócio centrados na personalização. 42% dos tomadores de seguros querem uma apólice única que os cubra independentemente do seu modo de transporte, quer estejam a conduzir um automóvel ou a utilizar um serviço de partilha de boleias.
No entanto, o estudo afirma que as seguradoras não estão, atualmente, equipadas para responder às expectativas dos tomadores de seguros. Menos de um terço das companhias de seguros (29%) referiu ter as capacidades necessárias para o desenvolvimento de produtos e ainda menos (26%) afirmou ter o talento certo para oferecer soluções de mobilidade centradas no cliente.
Com a mobilidade ACES a ganhar escala, os modelos de seguros integrados estão a tornar-se cada vez mais populares, suscitando incertezas de para as transportadoras em toda a cadeia de valor, incluindo a distribuição, a subscrição e a gestão de sinistros, refere o relatório. Uma forma de navegar na tendência do ACES é criar um ecossistema de mobilidade que ofereça seguros de subscrição modulares para satisfazer as expectativas dos clientes relativamente a uma cobertura sem descontinuidades, ao mesmo tempo que fornece serviços diferenciados e de valor acrescentado. No entanto, apenas 21% das seguradoras afirmam ter parcerias avançadas com ecossistemas para satisfazer estas necessidades dos consumidores.
O Relatório Mundial sobre Seguros de Propriedade e Acidentes de 2023 obtém dados de duas fontes principais: o Inquérito Global sobre a Voz do Cliente de Seguros de 2023 e as Entrevistas Globais com Executivos de Seguros de 2023. Este estudo primário abrange informações de 22 mercados: Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, França, Alemanha, Hong Kong, Índia, Itália, Japão, Malásia, México, Países Baixos, Noruega, Portugal, Singapura, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.
A utilização de inteligência artificial (IA) desempenha um papel cada vez mais importante no setor dos seguros. Especialmente no processamento de sinistros, os sistemas apoiados em IA ajudam a simplificar e a acelerar significativamente as atividades. Quando questionado sobre a sua contribuição para o setor dos seguros, o ChatGPT responde:
Prestar serviço automatizado ao cliente através de chatbots, responder a perguntas frequentes e fornecer informações sobre apólices e reclamações;
Ajudar subscritores a analisar grandes quantidades de dados não estruturados, como referências de clientes, publicações nas redes sociais e artigos noticiosos, para identificar potenciais riscos e informar decisões de subscrição;
Processamento de grandes quantidades de dados de texto, tais como pedidos e aplicações, para identificar padrões e anomalias que possam indicar atividade fraudulenta;
Geração de conteúdos tais como resumos de apólices, explicações de cobertura e comunicações aos clientes;
Possibilitar um serviço ao cliente multilingue, traduzindo as perguntas dos clientes e respondendo na língua preferida pelos clientes.
A IA generativa está preparada para revolucionar vários tipos de seguros. Com base no impacto da tecnologia nos E.U.A., estudos concluem que o seguro de propriedade e de acidentes será o mais transformado e o seguro de saúde será o segundo mais influenciado pela tecnologia. Prevê-se que o seguro de vida seja menos impactado pela IA generativa, especialmente a curto prazo.
Uma das preocupações é que empresas que utilizem ferramentas de inteligência artificial como ChatGPT possam pôr em risco informações confidenciais de clientes e segredos comerciais, segundo refere estudo da Team8.
Ao longo dos próximos três anos, haverá muitos casos promissores de utilização de IA generativa. Os mais valiosos e viáveis serão campanhas de marketing personalizadas, chatbots voltados para os funcionários, prevenção de pedidos, automatização de pedidos, desenvolvimento de produtos, deteção de fraudes e chatbots orientados para os clientes.
Embora o crescimento da IA generativa tenha sido súbito, levará tempo para as seguradoras abraçarem plenamente o seu poder e potencial. Nesta segunda-feira, vários cientistas escreveram, numa carta aberta, que “aplicações de IA como o Chat GPT não devem ser desenvolvidas”. A Itália bloqueou a utilização do ChatGPT.
Uma das preocupações é que empresas que utilizem ferramentas de inteligência artificial possam pôr em risco informações confidenciais de clientes e segredos comerciais, de acordo com um relatório da Team8, uma empresa de empreendimentos sediada em Israel.
A adoção generalizada de novos chatbots AI e ferramentas de escrita poderia deixar as empresas vulneráveis a fugas de dados e processos judiciais, disse o relatório, que foi fornecido à Bloomberg News ainda antes do seu lançamento. O receio é que os chatbots possam ser explorados por hackers para aceder a informações empresariais sensíveis ou executarem ações contra a empresa. Há também receios de que a informação confidencial introduzida agora nos chatbots possa ser utilizada por empresas de IA no futuro.
As principais empresas tecnológicas, incluindo Microsoft Corp. e Alphabet Inc. competem para adicionar capacidades generativas de IA que melhorarem chatbots e motores de busca, treinando modelos com dados retirados da Internet para dar aos utilizadores um one-stop-shop às suas consultas.Se as ferramentas forem alimentadas com dados confidenciais ou privados, será muito difícil apagar a informação, alerta o relatório.
Stephen Voss, co-fundador da empresa insurtech alemã Neodigital, adverte na publicação alemã Handelsblatt, que os criminosos também utilizarão cada vez mais a IA: “as novas possibilidades em torno do ChatGPT também conduzirão a um aumento da fraude“.
Em contraste com programas de chat anteriores, baseados em IA, o ChatGPT da empresa OpenAI, cria conteúdos muito similares aos humanos. E mesmo que os conteúdos gerados contenham ainda muitas informações incorretas, avanços da tecnologia são possíveis. Os infratores podem agora, cada vez mais facilmente, descrever sinistros e incluir imagens alteradas: “quanto melhor for a IA, mais difícil será para os reguladores de sinistros de seguros reconhecer estes casos como fraude“, alerta o co-fundador da insurtech.
Sistemas de IA reconhecem padrões duvidosos
“Temos de proteger os nossos segurados de tentativas de fraude criminosa“, continua Voss à publicação alemã. “Pagamentos de sinistros mais elevados acabam também por conduzir a prémios de seguro mais altos“.
Porém, as seguradoras vêm grandes oportunidades na IA na prevenção da fraude. Os sistemas de IA podem detetar padrões duvidosos de pedidos ou discrepâncias em fotografias associadas. De acordo com Voss, danos a vidros, por exemplo, podem ser posteriormente inseridos profissionalmente. A fim de detetar de forma fiável tais tentativas de fraude, a IA deve ser constantemente treinada.
Mas várias seguradoras estão a abraçar a tecnologia. A Helvetia declarou-se a primeira companhia de seguros do mundo a lançar um serviço de contacto direto com o cliente com base na tecnologia ChatGPT da OpenAI. O serviço utiliza IA para responder às perguntas dos clientes sobre seguros e pensões. O serviço é ainda experimental; a longo prazo, deverá simplificar o acesso a soluções de seguros personalizadas.
Wolfgang Hauner está a par de dois desenvolvimentos gerais. Ele é Chefe do Grupo de Análise de Dados no Grupo Allianz. A utilização de ferramentas de machine learningvai determinar a forma como a seguradora europeia trabalha internamente e como interage com os clientes. “Veremos rapidamente melhorias em ambas as dimensões”, diz ele ao jornal Frankfuerter Allgemeine.
A Allianz não vê a IA como um substituto dos colaboradores, mas como uma forma de tornar o seu trabalho mais eficiente e mais personalizado. “Os documentos são, evidentemente, cruzados por humanos antes da entrega aos clientes.As soluções de IA serão brevemente implementadas em grande escala – tal como aconteceu com a introdução de smartphones“, garante.
Na Allianz, também são utilizados processos de IA para identificar transações suspeitas de serem fraudulentas e submetê-las a peritos para análise mais aprofundada. “Estamos confiantes de que, no futuro, seremos capazes de reconhecer mensagens escritas com tecnologia AI com os nossos programas de verificação”, salienta Daniel Didt, Chefe da Defesa contra a Fraude na Allianz Versicherungs AG.
A Zurich confia nas possibilidades da IA na sua luta contra a fraude. “Os grandes modelos linguísticos como o ChatGPT tornam possível gerar facilmente textos. No setor dos seguros, deve ser feita uma distinção de acordo com o produto e o cenário do seguro. Dependendo do ramo de atividade, os pareceres oficiais de peritos ou documentos médicos já são utilizados hoje em dia. Aqui, um modelo linguístico generativo ou uma imagem gerada artificialmente não altera os factos, uma vez que são efetuados controlos intensivos e os documentos são frequentemente aceites apenas por organismos oficiais”, salienta Michael Zimmer, Chefe da AI & Machine Learning e Chief Data Officer, Grupo Zurich Alemanha.
A Ergo faz uma declaração semelhante à publicação VWheute: “globalmente, modelos Linguísticos (LLMs) como o GPT-3, no qual o ChatGPT se baseia, deram um enorme salto tecnológico nos últimos anos. Em perspetiva, terão um impacto notável nas nossas vidas. Isto já está a acontecer com a integração de aplicações, tais como motores de busca. É evidente que com novos passos tecnológicos, os riscos subjacentes estão também a evoluir. Isto inclui o facto de a tecnologia ser fundamentalmente utilizada para fins injustos. Este risco existe, independentemente da tecnologia específica e não se limita exclusivamente ChatGPT“.
E mesmo que as diferentes perspetivas sobre a IA no setor segurador soem tentadoras ou preocupantes, são percebidas de formas distintas pelos clientes: “influenciam a experiência do cliente de forma positiva ou negativa, o que por sua vez pode ter implicações para a confiança destes”, demonstra um estudo empírico na Universidade de St. Gallen. “O consultor de seguros tradicional, no entanto, ainda parece ser um fator de confiança relevante para os clientes de seguros”, indica o relatório.
Um proprietário de um veículo Tesla, da Califórnia, processou, nesta sexta-feira, o fabricante de automóveis elétricos numa ação judicial em que o acusa de violar a privacidade dos clientes.
O processo, avançou depois da notícia da agência Reuters que informava, na quinta-feira passada, que grupos de funcionários Tesla partilhavam privadamente, através de um sistema de mensagens internas, vídeos e imagens gravadas pelas câmaras de vigilância dos automóveis dos clientes, entre 2019 e 2022.
O processo que é agora instaurado por Henry Yeh, residente em São Francisco, e proprietário de um Modelo Y da Tesla, alega que os funcionários da Tesla puderam aceder a imagens e vídeos para o seu “entretenimento” e para “a humilhação daqueles gravados sem conhecimento”.
“Yeh ficou indignado com a ideia de que as câmaras dos veículos Tesla poderiam ser utilizadas para violar a privacidade da sua família, o que a Constituição da Califórnia protege escrupulosamente”, afirmou Jack Fitzgerald, o advogado que representa Yeh, em declarações à Reuters.
“A Tesla precisa de ser responsabilizada por estas invasões e por deturpar as suas práticas laxistas de privacidade a ele e a outros proprietários de Tesla”, disse Fitzgerald.
A Tesla não respondeu aos pedidos de comentários da agência Reuters.
O processo judicial sublinha que a conduta de Tesla é “particularmente grave” e “altamente ofensiva”. O documento informa que Yeh apresenta queixa “contra a Tesla em seu nome, em nome dos membros da classe com estatuto semelhante, e do público em geral”. A queixa dizia que a classe, em perspetiva, inclui todos os indivíduos que possuíram ou alugaram um Tesla nos últimos quatro anos.
A Reuters publicou que alguns funcionários da Tesla podiam ver clientes “a lavar roupa e a fazer coisas realmente íntimas”. Podíamos ver os seus filhos”, mencionou um antigo funcionário da marca.
“De facto, o interesse dos pais na privacidade dos seus filhosé uma das formas de liberdade fundamentais que a sociedade reconhece“, disse o processo judicial.
O processo pede ao tribunal “que force a Tesla a não se envolver em comportamentos indevidos, o que inclui a violação da privacidade dos clientes e de outros, e a compensar os danos reais e punitivos”.
A Ministra das Finanças suíça não prevê “obstáculos” ao fecho da aquisição do Credit Suisse (CS) pelo UBS. O parlamento suíço deverá realizar uma sessão extraordinária, na próxima semana, para discutir a fusão de emergência organizada pelas autoridades suíças após o Credit Suisse entrar em colapso.
Foram disponibilizados cerca de 260 mil milhões de francos suíços (287 mil milhões de dólares) de apoio à liquidez e garantias estatais para apoiar a aquisição e evitar a turbulência financeira que a falência descontrolada do banco poderia ter desencadeado.
“Existe um acordo de fusão entre o UBS e o CS. O governo comprometeu-se com o banco nacional a fornecer liquidez ao CS com vista a assegurar a estabilidade”, disse Keller-Sutter ao jornal local Finanz und Wirtschaft.
“O acordo de garantia com o UBS ainda está a ser negociado. Em muitas reuniões de comités, fiquei com a impressão de que os políticos não querem definitivamente pôr em risco a aquisição”, acrescentou a líder. “Não vejo, de momento, quaisquer obstáculos“, acrescentou.
A conclusão da fusão foi a maior prioridade, disse a ministra, que defendeu a intervenção do governo no mês passado. Críticos apontaram que esta teria chegado demasiado tarde e que prometia demasiado apoio dos contribuintes para um banco que pagou milhares de milhões em bónus a executivos.
“O principal objetivo do Conselho Federal era assegurar a estabilidade da economia e do centro financeiro suíços e evitar uma crise financeira internacional”, disse a ministra.
“Nestas circunstâncias, foi e é a melhor escolha possível, e que também coloca o menor ónus sobre o Estado e o contribuinte”, disse Keller-Sutter.
O novo banco combinado terá 1,6 mil milhões de dólares em ativos – o dobro do tamanho da economia suíça – e mais de 120 mil funcionários.
Keller-Sutter sublinhou que a estrutura do UBS teria de ser considerada no futuro: “o UBS terá de deter mais capital próprio após a aquisição. Isto irá forçá-los a encolher”, disse Keller-Sutter.
A Comissão de Concorrência da Suíça poderá também fazer recomendações, acrescentou a ministra.
Os riscos para o contribuinte eram aceitáveis – embora o governo pudesse assumir até 9 mil milhões de francos em perdas incorridas pelo UBS com a OPA.
Keller-Sutter criticou a cultura do Credit Suisse, que, segundo ela, tinha criou incentivos errados e não aprendeu com escândalos e acusações anteriores.
A ministra defendeu ainda a anulação dos títulos AT1 a zero, um ponto controverso do resgate.
“Estes são títulos de alto risco, com rendimentos elevados, por vezes superiores a 9%”, disse Keller-Sutter. “O prospeto destes títulos torna claro que se uma empresa reclamar ajuda indireta do governo, podem ser anulados“.
“Neste momento, o parlamento pode apenas aconselhar sobre o crédito de compromisso, mas também tem a oportunidade de comentar o caso e desempenhar um papel ativo no processo”.
A resseguradora alemã Munich Re anunciou, na passada sexta-feira, que se retira da aliança de seguradoras da indústria centrada na redução das emissões de carbono “Net-Zero Insurance Alliance”. A companhia quer implementar os objetivos climáticos de forma independente.
“É mais eficaz prosseguir a nossa ambição climática de reduzir o aquecimento global de forma independente, como empresa”, disse Joachim Wenning, CEO da Munich Re.
O CEO da Munich Re, Joachim Wenning, justificou a decisão com preocupações de que osreguladores possam bloquear acordos em resposta a posições sobre o clima: “segundo a nossa avaliação, as possibilidades de prosseguir objetivos de descarbonização a nível mundial em solidariedade com a indústria seguradora sem assumir riscos materiais antitrust são tão limitadas que é mais eficaz prosseguir a nossa ambição climática de reduzir o aquecimento global de forma independente, como empresa”.
Em 2021, a Munich Re foi um dos membros fundadores da Net-Zero Insurance Alliance (NZIA), na qual 30 empresas do setor decidiram adotar regras comuns para uma contribuição ativa para a proteção do clima. De acordo com as suas próprias informações, elas representam no seu conjunto 15% do volume mundial de prémios. Para além da Axa francesa, a Allianz, Zurich e Swiss Re da Suíça, a Aviva britânica e a resseguradora francesa Scor estiveram entre os primeiros membros.
A Munich Re pode estar a considerar consequências de um aviso do regulador britânico da concorrência CMA. A NZIA já se tinha aproximado da autoridade em 2021 porque tinha identificado “uma tensão entre as iniciativas de sustentabilidade e a lei da concorrência” e solicitado isenções.
A CMA tinha respondido, em fevereiro, com uma recomendação intitulada “quando os acordos para combater as alterações climáticas estão isentos da lei da concorrência”. O antigo chefe do Banco de Inglaterra, Mark Carney, como codiretor de uma iniciativa de proteção climática dos bancos e gestores de ativos (Glasgow Financial Alliance for Net Zero, GFANZ), também tinha relatado resistência por parte das autoridades anti-monopólio.
Joachim Wenning disse que a Munich Re não se está a afastar dos seus objetivos de proteção climática: “o nosso compromisso climático é inquebrável. Até à data, estamos a descarbonizar ainda mais rapidamente do que o zero líquido até 2050 exigiria”, afirma a resseguradora. A Munich Re não tem assegurado centrais elétricas a carvão e minas desde 2018 e instalações de areias petrolíferas desde 2019. A partir de abril, os campos de petróleo e gás recentemente desenvolvidos e o transporte de petróleo estão também na lista de exclusões.
Regine Richter, da organização ambientalista Urgewald, questionou a própria NZIA após a retirada da Munich Re: “se os mais progressistas partirem, penso que poderá constituir uma ameaça para toda a aliança“. Paralelamente à NZIA, existe a “Net-Zero Asset Owner Alliance” (NZAOA), na qual se aliaram grandes investidores de capital, tais como seguradoras e fundos de pensões. Também eles querem alinhar os seus investimentos com a proteção do clima. Um porta-voz da Munich Re disse que não havia planos para se retirarem da NZAOA.
As preocupações anti-trust estão no centro de um crescente retrocesso da sustentabilidade nos Estados Unidos, à medida que os políticos republicanos recuam nos esforços do grupo ligados ao clima e a outras questões ESG.
O segundo maior gestor de fundos do mundo, o Vanguard, em dezembro, retirou-se de uma aliança semelhante para a sua indústria.
Nem a aliança nem o atual presidente responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
A Munich Re está classificada entre as 10 primeiras de cerca de 30 seguradoras num scorecard da ‘Insure our Future’, que acompanha as ambições climáticas das principais seguradoras.
O gigante global de resseguros Swiss Re procura nova presidência, após o atual titular Sergio Ermotti ter aceite regressar ao grupo bancário e de gestão de ativos UBS como CEO do Grupo.
O velho e o novo chefe do UBS: Ralph Hamers (esquerda) e Sergio Ermotti na quarta-feira em Zurique. (Reuters)
Ermotti foi nomeado chefe executivo do grupo e presidente do conselho executivo do grupo UBS, com efeito a 5 de abril. Foi diretor executivo do UBS durante 9 anos, durante os quais conduziu o reposicionamento do banco de investimento na sequência da crise financeira global.
O Conselho de Administração da Swiss Re escolheu um curso de ação específico para conduzir a seleção e transição para novo líder. A fim de facilitar uma alteração ordenada na Swiss Re, Ermotti ainda concorrerá à reeleição na sua AGO em 12 de abril, pretendendo renunciar de seguida, e após um curto período de transferência.
O conselho da Swiss Re nomeou Jacques de Vaucleroy como novo vice-presidente e diretor independente principal, sujeito à sua reeleição como membro do conselho pelos acionistas, a partir da AGM.
O Conselho de Administração da Swiss Re iniciará a identificação de um sucessor imediatamente, enquanto de Vaucleroy presidirá o Conselho de Administração interinamente até que um novo Presidente seja eleito.
Sergio Ermotti comentou, em declarações à publicação espacializada Reinsurance News: “em resposta a essas circunstâncias extraordinárias, garantiremos os mais altos padrões de boa governança, bem como estabilidade e continuidade na gestão dessa transição. Estou convencido de que os procedimentos agora propostos são do melhor interesse dos acionistas e estou confiante de que a transição, sob a liderança de Jacques de Vaucleroy, será bem conduzida. A Swiss Re tem objetivos estratégicos muito claros e está bem posicionada para cumprir todas as suas metas.”
Renato Fassbind, atual vice-presidente Swiss Re, disse: “em nome do conselho de administração, gostaria de agradecer a Sergio pelas contribuições significativas para a Swiss Re e sua liderança dedicada como presidente nos últimos dois anos. Somos gratos pelo seu apoio contínuo durante o período de transição e desejamos tudo de bom para os novos desafios e oportunidades que virão”.
Em comentários sobre o regresso ao UBS, Ermotti acrescentou: “estou honrado em ser convidado para liderar este banco num momento tão importante para todos os acionistas e para a Suíça. A tarefa em mãos é urgente e desafiadora. Para fazê-lo de forma sustentável e bem-sucedida, e no interesse de todas as partes interessadas envolvidas, precisamos avaliar de forma cuidadosa e sistemática todas as opções. Estou ciente da incerteza que muitos sentem e prometo que, juntamente com meus colegas, toda a nossa atenção estará voltada para a entrega do melhor resultado possível para clientes, funcionários, acionistas e governo suíço”.
O regresso ao UBS
Ergio Ermotti regressa ao banco suíço UBS como CEO. O conselho de administração tomou a decisão à luz dos novos desafios e prioridades que o UBS enfrenta após a anunciada aquisição do Credit Suisse, de acordo com declarações do UBS nesta quarta-feira. O diretor executivo (CEO) Ralph Hamers permanecerá no banco e assessorará Ermotti durante um período de transição.
A agência Reuters escreve que “o trader que se tornou um solucionador de problemas corporativos enfrenta o difícil desafio de demitir milhares de funcionários, cortar o banco de investimentos do Credit Suisse e assegurar aos abastados do mundo que o UBS continua sendo um porto seguro para seu dinheiro”.
“Sentimos que esta seria uma aposta melhor”, disse o presidente do UBS, Colm Kelleher, sobre a decisão de substituir o atual CEO, Ralph Hamers, após menos de três anos no cargo.
Kelleher disse que trouxe Ermotti de volta porque estava bem equipado para enfrentar o maior negócio financeiro desde a crise bancária global, mais de uma década atrás.
“Esta não é uma solução suíça“, disse ele à Reuters, tentando minimizar qualquer papel da nacionalidade de Ermotti na obtenção do lugar e, em vez disso, enfatizou que seu foco estava nos grandes riscos de fazer a fusão funcionar para o UBS.
O diário alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (F.A.Z.) publicou que a decisão de trazer Sergio Ermotti de volta à chefia do UBS é acertada.
Sergio Ermotti começou como aprendiz de banco aos 15 anos, e chegou ao topo do UBS suíço. Durante nove anos, liderou a maior gestora de ativos do mundo.
Em seu último ano como CEO do UBS, Ermotti ganhou um recorde de 13,3 milhões de francos (12 milhões de euros), contra 12,5 milhões de francos no ano anterior.
A fusão dos principais bancos suíços UBS e Credit Suisse é complexa e politicamente explosiva. A volta de Sergio Ermotti ao comando do UBS é, portanto, uma boa decisão, escreve o F.A.Z..
O alemão Tagesschau aponta que “a notícia foi recebida positivamente na bolsa de valores: ao meio-dia, as ações haviam subido cerca de 2%”.
A Tranquilidade lança, nesta terça-feira, uma nova campanha de seguros do ramo vida, que se baseia no pressuposto que “nem sempre é fácil termos a nossa vida alinhada e estarmos preparados para os desafios”. A companhia quer ser um apoio para os consumidores: “é por isso que a Tranquilidade tem seguros que ajudam a enfrentar os desafios da vida e a seguir em frente”, destaca, em comunicado.
A nova campanha da Tranquilidade, protagonizada pela atriz Mariana Monteiro, permanecerá ativa durante três semanas.
A nota informa que os desafios da vida foram a inspiração para vários filmes que ilustram momentos-chave, como é o caso de um pedido de empréstimo para compra de casa, situações de invalidez ou mesmo de morte.
A atriz Mariana Monteiro dá cara e voz à campanha que vai estrear, nesta terça-feira, na RTP, SIC e TVI – no horário dos jornais das 20 horas – e estará presente também em mupis de rua, durante três semanas.
A Tranquilidade descreve a campanha: “a Mariana caminha sobre a linha da vida, representada por uma faixa de 6 cores identificativa da marca. Ao longo deste percurso de vida, surgem ecrãs digitais com cenas da vida real, que se iluminam à medida que a Mariana avança e revela que a Tranquilidade tem seguros de vida que ajudam a enfrentar os desafios, terminando com o claim – seguros que ajudam a nossa vida a seguir em frente”.
A companhia do Grupo Generali aponta que “existem riscos que podem ter um impacto financeiro relevante na vida das famílias. É o caso de situações de doença, invalidez ou morte prematura”. A seguradora destaca que “os seguros de vida da Tranquilidade dão resposta às diferentes preocupações com proteção, já que garantem um importante apoio financeiro para toda a família”.
“Como todos sabemos, a vida surpreende-nos frequentemente e desafia-nos, nem
sempre como desejamos. O que importa é conseguirmos antecipar estes desafios e estar bem preparados. O nosso objetivo, na Tranquilidade, com esta campanha, foi alertar para a importância de prevenir e proteger as nossas vidas e a vida das nossas famílias”, diz Maria João Silva, diretora de Marketing da Tranquilidade.
A profissional acrescenta: “quisemos também relembrar os nossos clientes, de uma forma clara e impactante, que os nossos seguros de vida são a solução para estarem protegidos”.
A campanha conta com criatividade da Kayak, produção da Nebula, planeamento de meios a cargo da Dentsu Media e ativação digital da Plot.